Barão de Cocais - MG

Conhecida nacionalmente como Portal do Caraça foi fundada no inicio do século XVIII, por bandeirantes portugueses e paulistas que descobriram o lugar depois de descer o rio São João, a partir do povoado Socorro. O primeiro nome de São João do Presídio do Morro Grande foi porque o arraial nasceu ao sopé de um extenso morro e por isso ficou conhecido como Morro Grande.

O historiador Waldemar de Almeida Barbosa, afirma que os bandeirantes decidiram se fixar no lugar porque encontraram Boa Pinta, ou seja, descobriram novas minas de ouro. A notícia do metal amarelo abundante atraiu novos elementos, casas foram edificadas ao longo das voltas do rio, surgindo assim o bairro dos macacos, núcleo principal de Morro Grande.

Em 1764, teve início a construção da atual Igreja Matriz São João Batista do Morro Grande, primeiro projeto arquitetônico de Aleijadinho, que esculpiu a imagem de São João Batista na porta de entrada e projetou o conjunto da tarja do arco-cruzeiro no interior da igreja. Foram gastos 21 anos para a conclusão da Matriz, que foi inaugurada em 1785.

O alvará régio de 1752 e a Lei nº 2 de 14 de setembro de 1891, criou o distrito com a denominação de São João do Morro Grande. Com a implantação da Usina Morro Grande o lugar toma impulso.

Em 1938, o nome do distrito foi reduzido para Morro Grande. Através do decreto lei estadual nº 1058 de 31 de dezembro de 1943, é emancipado o distrito de Morro Grande, que se separa de Santa Bárbara, passando a chamar-se Barão de Cocais, em homenagem ao Barão José Feliciano Pinto Coelho da Cunha, que nasceu e viveu na antiga Vila Colonial de Cocais, atual distrito de Barão de Cocais.



Ruínas do Gongo Soco e Cemitério dos Ingleses

A Mina de Gongo Soco presenciou o auge e a decadência da exploração do ouro de aluvião e da mecanização rudimentar da atividade mineradora. No século XIX, viveu seu apogeu, com a mineração aurífera subterrânea, mecanizada e industrializada. As ruínas do Gongo Soco fazem memória a uma autêntica vila inglesa encravada nas montanhas de Minas e conserva ainda o emblemático Cemitério dos Ingleses, onde eram enterrados apenas os trabalhadores britânicos. Ali são encontradas ainda hoje lápides com inscrições em inglês e ornamentadas por desenhos apurados. O conjunto das ruínas foi tombado como patrimônio histórico pelo IEPHA, em 1995.



Mirante das Torres
Campos do Garimpo

Um dos melhores points de Highline do Brasil.
Localizado a 10 km do centro de Barão de Cocais,dos Campos do Garimpo avistam-se seis cidades próximas. Ali estão localizados os picos de Água Limpa e do Cume, bem como a nascente do rio São Miguel que corta o município. O local é parte do maciço do Espinhaço, tombado pela UNESCO como reserva da Biosfera e tem em sua formação geológica, os dobramentos modernos constituídos predominantemente de rochas como gnaisse e granito. Região de rara beleza proporciona aos adeptos do ecoturismo, locais adequados para prática de caminhada, escalada, ciclismo de montanha, e slackline . Possui uma fauna riquíssima onde predominam os campos rupestres, as centenárias canelas de ema e numerosas espécies de flores, que formam um singelo mosaico de cores e formas.


Cachoeira de Cambota

Localizada no córrego São Miguel, a cachoeira da Cambota forma vários saltos ao longo do seu curso bem como duchas e piscinas naturais. Chama a atenção, a presença de orquídeas, canelas-de-ema e samambaias em seu entorno.


Cachoeira de Cocais
Vila Colonial de Cocais

Um verdadeiro oásis escondido na mata, a Cachoeira de Cocais fica localizada no Distrito de Cocais. A 6 km do Centro da Vila de Cocais, a Cachoeira possui várias quedas d’agua em uma montanha de pedra com mais de 30 metros, o que proporciona um belo espetáculo. Os saltos formam duchas naturais e uma grande piscina que proporciona banhos gostosos e momentos aprazíveis.

Possui três pontos de acesso:
Pelo Sítio de Dona Maria (31) 9 9797-1358
pelo Sítio de Zé Fernando (31) 9 9765-2999
pelo Sítio de Oliveira (31) 9 9785-9139.


Sítio Arqueológico da Pedra Pintada
Vila Colonial de Cocais

Situado na Vila Colonial de Cocais, a 3,5 km de Barão de Cocais está localizado no complexo montanhoso da Serra do Espinhaço, declarada como reserva da biosfera, pela UNESCO. O primeiro a identificar o valor cultural das pinturas rupestres da Pedra Pintada foi o dinamarquês Peter Lund, responsável por muitas das pesquisas arqueológicas em Minas Gerais. Num cenário deslumbrante, com pinturas bem conservadas e datadas de 6.000 anos a.C., o Sítio Arqueológico da Pedra Pintada encanta ao visitante e remete a uma autêntica viagem no tempo.


Sobrado do Cartório
Vila Colonial de Cocais

Centro de Apoio ao Turista - (31) 3837-9363
Responsável por conservar quase 200 anos de história do Brasil Império, o Sobrado do Cartório, na vila colonial de Cocais, foi reformado para se tornar um Centro Cultural e abrigar o memorial de Barão de Cocais, exposições fixas e temporárias, e oficinas. As características perdidas ao longo dos anos foram totalmente recuperadas. Em julho de 2008 a Prefeitura comprou o imóvel e deu início às intervenções. A primeira etapa consistiu na proteção do que estava de pé, com escoramento de paredes, e colocação de um telhado provisório. Em 2009 com recursos do Fundo Estadual de Cultura , e, com a participação da Prefeitura, foram investidos R$780 mil na segunda parte da reforma ; assoalho, paredes e fiação elétrica foram recuperados. As tábuas do sobrado são de garapa. Algumas estruturas foram recuperadas e outras foram substituídas. As paredes foram reconstruídas com pau a pique, presente nas construções do século 19.


Santuário de São João Batista

O Santuário possui altares folheados a ouro e a pintura do teto é atribuída ao Mestre Ataíde. A construção, iniciada em 1764, é um exemplo da ousadia artística de Aleijadinho, que fez alterações no projeto arquitetônico original, esculpiu a imagem de São João Batista em pedra-sabão presente no nicho da fachada principal do Santuário e ainda a tarja do arco cruzeiro no interior da Igreja. Foi tombado pelo IPHAN


Capela de São Benedito

Segundo a tradição oral, a Capela de São Benedito, construída em 1914, fica no mesmo local onde foi fincada a cruz de malta portuguesa pelos bandeirantes, quando da fundação de Barão de Cocais, então São João do Presídio de Morro Grande, no início do século XVIII. A sua construção foi idealizada e paga pelo Sr. Nico Caldeira, ao receber um prêmio de loteria. Ele mandou pintar na fachada os seguintes dizeres : “ Ao Glorioso São Benedito e em honra a São João Batista ofereço esta Capela –Antônio Raimundo Caldeira – 1914”. A Capela de São Benedito é tombada como patrimônio municipal.


Igreja de N Sra Mãe Augusta do Socorro

Construída em 1.737, é a mais antiga igreja do Município. Conserva a sua decoração original no estilo rococó, e é considerada a mais antiga representação do estilo em Minas Gerais. É tombada como patrimônio municipal e passou por completa restauração, inclusive em seus elementos artísticos e a imagem da Senhora Mãe Augusta.


Igreja de Sant`Anna
Vila Colonial de Cocais

Localizada no Largo de Sant’Anna no distrito de Cocais, foi edificada no século XVIII. É uma das atrações da Vila Colonial de Cocais e destaca-se pela rica talha dourada dos três altares: Nossa Senhora das Dores, Santo Antônio e o altar-mor, todos contemporâneos. A imagem de Sant’Anna mede 1 metro e meio e foi trazida de Portugal. Foi capela particular da família Furtado Leite (fundadores da Vila de Cocais) e da família Pinto Coelho, da qual descende o Barão de Cocais, que encontra-se sepultado no interior da igreja. Tombada como patrimônio histórico pelo IPHAN, em 1939.



Igreja do Rosário
Vila Colonial de Cocais

Erguida em 1855, era a igreja onde os escravos, negros alforriados e mestiços da irmandade de Nossa Senhora do Rosário assistiam às missas, já que eram impedidos de entrar na Igreja de Sant’ Anna. A edificação atual é resultado de uma reedificação de meados do século XIX, quando a igreja passa a ser Matriz do povoado. Trata-se de uma imponente construção em que os seus traços mais marcantes são a influência pelo gosto popular, principalmente na profusão de cores vivas nos elementos internos da igreja, na talha do altar e na pintura do forro da capela-mor, onde se vê representada a coroação de Nossa Senhora do Rosário. Tombada como patrimônio histórico pelo IPHAN, em 1939.